Sergipe voltou a aparecer em posição de destaque no cenário nacional da segurança pública após a divulgação de um relatório apresentado durante o Encontro da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), realizado em Brasília. O levantamento, elaborado com base em dados da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), apontou o estado como o único do país em que nenhuma organização criminosa alcançou os critérios técnicos mínimos para caracterizar domínio territorial.
De acordo com o estudo, foram analisados 31 grupos criminosos considerados relevantes em atuação no Brasil, com a identificação de 75 células estaduais espalhadas pelo território nacional. A metodologia levou em conta critérios como territorialidade, presença no narcotráfico e grau de influência das facções em cada unidade da federação.
No caso sergipano, o relatório concluiu que, embora possam existir integrantes desses grupos no estado, nenhuma facção atingiu os parâmetros exigidos para configurar controle consolidado sobre áreas do território.
O resultado foi atribuído ao fortalecimento das políticas públicas de segurança, à integração entre as forças policiais, ao uso estratégico da inteligência e à atuação preventiva dos órgãos de segurança pública. O dado se soma a outros indicadores positivos registrados por Sergipe nos últimos meses. Em janeiro, por exemplo, o estado já havia sido apontado como o único do Norte e Nordeste com taxa de homicídios abaixo da média nacional.


