A disputa nacional entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também ganhou espaço nas campanhas em Sergipe. Com os dois concentrando boa parte do debate presidencial, candidatos sergipanos passaram a buscar cada vez mais uma vinculação com suas imagens. Só que, em meio a essa corrida para demonstrar proximidade, existe uma diferença gigantesca entre quem realmente recebeu apoio dos presidenciáveis e quem tenta aproveitar politicamente essa identificação.
Do lado de Lula, Rogério Carvalho é o único candidato ao Senado a ter seu apoio. Companheiro de partido, senador da base e um dos nomes próximos ao presidente em Brasília, o sergipano recebeu esse respaldo para sua reeleição e naturalmente tem explorado essa ligação na campanha. Mas Rogério também chega com outros trunfos. Já foi deputado estadual, secretário de Estado da Saúde, deputado federal e hoje senador, com atuações e entregas que lhe garantiram destaque e protagonismo no país, a exemplo do Samu, implantado durante sua passagem pela Saúde e que se tornou referência nacional.
Márcio Macedo foi outro nome que recebeu apoio direto do presidente na disputa pela Câmara Federal e foi um dos poucos candidatos do país a ter Lula entrando pessoalmente em sua campanha. O ex-ministro, porém, também tem uma história própria que lhe garante outros trunfos na corrida, especialmente seus feitos à frente da Secretaria Geral da Presidência.
João Daniel, outro nome histórico do PT, também busca essa aproximação, mas vive hoje um momento mais complicado dentro da própria militância. Fábio Mitidieri (PSD), por sua vez, tem o respaldo de Lula, mas chega à eleição sustentado principalmente pelo volume de entregas do seu governo e pelo trabalho realizado nos últimos quatro anos.
Com Flávio Bolsonaro não é diferente. E, no caso dele, a disputa pela imagem é ainda mais visível diante da quantidade de candidaturas que buscam o eleitor da direita em Sergipe, principalmente na corrida pelo Senado. Rodrigo Valadares tem colocado a ligação com o filho de Jair Bolsonaro no centro de sua campanha e afirma ser, atualmente, o único nome apoiado pelo presidenciável na disputa.
Coronel Rocha também havia recebido o apoio de Flávio, mas Rodrigo anunciou posteriormente que esse apoio teria sido retirado após os embates internos do PL. Rocha, por sua vez, contesta essa versão e continua se apresentando como integrante do campo bolsonarista. Além dele, outros nomes também tentam, mesmo que indiretamente, surfar nessa onda. Só que a vinculação com Lula ou Flávio, por mais que tenha peso, não resolve tudo. Principalmente para conquistar aquele eleitor que não escolhe seus candidatos apenas pelo alinhamento ideológico, que vai olhar também para o que cada candidato já fez, entregou ou representa. E é justamente nesse eleitor que apenas uma foto ao lado do presidenciável pode não ser suficiente.


