Com a possibilidade de a sigla alcançar até três vagas, diferentemente das duas aguardadas no início da corrida, a disputa interna do MDB pelas cadeiras na Assembleia Legislativa ganhou novos contornos nesta reta final da campanha, faltando poucos dias para as eleições. Nomes que começaram o pleito cercados de grande expectativa não avançaram na proporção esperada, enquanto outras candidaturas cresceram e passaram a ocupar um espaço maior nas projeções de bastidores.
Antônio Bala é um dos nomes que conseguiu mostrar força ao longo da campanha, impulsionado principalmente pela força de seu grupo em Laranjeiras. O crescimento, no entanto, teria sido menor do que se projetava inicialmente. É justamente nesse cenário que quatro candidaturas aparecem na disputa pelas possíveis 3 vagas: Danielle Garcia, Mariana Dantas, Garibalde Mendonça, Fábio Henrique e, mais distante dos demais, Gilson Andrade.
Danielle e Mariana chegam a esta reta final como os dois nomes femininos com maior força dentro da chapa e acabaram se tornando as principais surpresas do MDB. No caso de Danielle, a delegada protagonizou duas disputas majoritárias de peso nos últimos anos e, mesmo sem conseguir se eleger, tornou-se um dos grandes fenômenos eleitorais de Sergipe. Agora, as informações que circulam nos bastidores apontam que ela voltou a crescer de forma impressionante. Sobre a ex-secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, a Realce trará maiorias detalhes ainda hoje, assim como sobre a ex-secretária de Estado do Esporte e Lazer.
Mariana Dantas, por outro lado, aparece como a grande surpresa. Com uma forte trajetória ligada ao esporte, inclusive como atleta de karatê, e a experiência acumulada à frente da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer, ela conseguiu ganhar espaço durante a campanha e entrar de vez nas projeções da chapa. É um movimento que guarda alguma semelhança com o de Coronel Ribeiro no PSD: uma candidatura que não começou entre as maiores expectativas, mas avançou ao longo da disputa e passou a chamar a atenção da classe política.
Garibalde, por sua vez, chega à eleição com a possibilidade de alcançar uma marca histórica. Caso seja reeleito, o parlamentar chegará ao oitavo mandato consecutivo na Alese. Apesar de todo o peso de sua trajetória política, porém, há uma grande incógnita em torno do seu desempenho nesta eleição.
Fábio Henrique chega aos últimos dias também como uma incógnita. Mesmo carregando um histórico político de peso, com passagens pela Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, Câmara Federal e Alese, aparece correndo por fora nessa disputa interna. Gilson Andrade vive uma situação ainda mais difícil. Apesar da expectativa que chegou a existir em torno de sua candidatura, perdeu espaço durante a campanha e, hoje, já aparece distante do grupo que concentra as principais projeções dentro do MDB.


