A Secretaria Municipal da Educação de Aracaju, uma das principais pastas da gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos) e atualmente comandada pelo grupo dos irmãos Amorim, tendo Edna Amorim à frente, tornou-se o centro de uma investigação da Polícia Civil de Sergipe que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo recursos públicos da Prefeitura da capital, e que ganhou grande repercussão em fodo estado. No centro das investigações está César Costa Azevedo Dias, então ocupante de cargo comissionado na Diretoria de Administração e Finanças da pasta e alvo da operação realizada nesta terça-feira, 23.
O caso ganhou grande repercussão após a Polícia Civil divulgar a apreensão de aproximadamente R$ 240 mil em espécie que estavam em posse do servidor. A ação foi realizada por equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e teve origem em uma série de denúncias recebidas pela Divisão de Inteligência da corporação, que apontavam para a existência de possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos municipais.
Segundo as informações divulgadas pelos investigadores, as denúncias apontam para a existência de um possível esquema de desvio de recursos públicos dentro da estrutura administrativa municipal. De acordo com as apurações preliminares, uma das modalidades investigadas envolve contratos firmados entre empresas e a Prefeitura de Aracaju que teriam sido superfaturados. A suspeita é de que parte dos valores pagos acima dos custos reais retornaria posteriormente para agentes públicos envolvidos no esquema.
Outra frente da investigação busca esclarecer denúncias relacionadas à suposta cobrança de propina de empresários que mantêm contratos com o município. Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, empresários seriam pressionados a realizar pagamentos ilícitos para obter a liberação de recursos referentes a contratos já executados e devidamente liquidados pela administração pública.
Com base nas denúncias recebidas e nos levantamentos realizados ao longo da investigação, os policiais chegaram ao servidor investigado e realizaram a apreensão do dinheiro. Ainda segundo a Polícia Civil, César Dias não conseguiu apresentar uma explicação considerada plausível para justificar a origem dos R$ 240 mil encontrados durante a operação.
Diante da gravidade dos fatos, a corporação confirmou a instauração de um inquérito policial para aprofundar as investigações. O objetivo é identificar a origem dos recursos apreendidos, verificar a eventual participação de outras pessoas no suposto esquema e dimensionar o alcance das irregularidades denunciadas.
Uma das linhas de apuração busca esclarecer se parte dos recursos movimentados teria como destino o financiamento irregular de campanhas eleitorais, hipótese que, se confirmada, poderá ampliar significativamente os desdobramentos do caso.
Após a repercussão do caso, a prefeita Emília Corrêa determinou o afastamento de César Dias de suas funções na Secretaria Municipal da Educação e afirmou, por meio de nota, confiar na lisura das investigações.


